domingo, 10 de dezembro de 2017

Toda mudança de sexo é uma aberração


Alhures do mundo, indubitavelmente o caso Tiffany, primeira transexual a disputar a Superliga Feminina de Vôlei, a saber, deve ser visto como algo heteróclito, para não dizer nocivo e estulto. A bem da verdade, não duvido de que ela esteja propínqua na especificidade hormonal para com mulheres, uma vez que instituições de toda sorte alegam isso mediante testes, por sua vez resultando na aprovação da jogadora.
Sem embargo, o problema aí é outro, qual seja, todo ser humano que muda de sexo sofre transtornos fisiológicos, depressões, fora o fato de que a chance de suicídio, tão-somente decorrente dessas mudanças, aumenta sim consideravelmente. Malgrado haver estudos acerca da pauta, os néscios preferem ir ao encontro da retórica da liberdade, a fim de sublevar a inepta ideologia de gênero.
Por fim, embora eu esteja primando pela saúde do ser humano, pasmem, muitos ainda vão produzir vituperações, de modo que receberei insultos, sobretudo de homofóbico. Grosso modo, o maior problema do país hoje é de hermenêutica, isto é, de interpretação. O brasileiro é tão atrasado que não enxerga o óbvio ululante, ou seja, existem apenas dois gêneros. A propósito de opções sexuais, essas sim são várias. É isso.

Daniel Muzitano

terça-feira, 28 de novembro de 2017

O malogro do campeonato nacional

Conquanto haja uma multidão contrária à fórmula do mata-mata, boa parte dos clubes brasileiros preferiu, a bel-prazer, dar primazia a campeonatos cujo sistema é justamente esse, quais sejam, a Libertadores, a Copa do Brasil, e, em grau menor, a Copa Sul-Americana. Resultado de uma propaganda falsária, verdade parece que só o Corinthians desde o preâmbulo priorizou este Brasileirão parvo, mormente pelo seu formato. Dado o exposto, volto para com a tecla de que Palmeiras, Grêmio, Santos, Cruzeiro, Flamengo e Botafogo, para não citar também o Atlético Mineiro, menoscabaram o campeonato brasileiro em momentos dos mais diversos.
Assim sendo, estivéssemos na conjuntura do mata-mata, tão-somente dois jogos de nada valeriam para o campeonato nesta última rodada, portanto, Atlético Goianiense x Fluminense, tal como Atlético Paranaense x Palmeiras, uma vez que oito clubes seriam classificados para a fase final. Em contrapartida, o campeão surgiu há três rodadas, dois rebaixados foram conhecidos na penúltima rodada e cinco das sete vagas para a Libertadores já estão garantidas, ainda que o número de vagas possa ir para oito, claro, a depender da final envolvendo Lanús x Grêmio; duelo, então, em que o provável campeão será o clube argentino. Em síntese, o que há de tão grandioso, com exceção de uma ou outra edição, na era dos pontos corridos?
A somar, os clubes não estão interessados, os jogadores preferem outros torneios, não há finais concretas nos pontos corridos e o torcedor guarda seu sagrado dinheiro para assistir a competições que não o Brasileirão. Grosso modo, qual o porquanto de não voltarmos para a venustidade épica do mata-mata? Estabelecendo um paralelo, o futebol talvez contaminado fora pelo cenário cultural, a compreender, onde o talento é descartado sem a miséria de um olhar mais bem refinado. Em tempos de uma indelével inversão de valores, a boa música, o bom teatro, o bom professor e o bom futebol vão às favas em nome do politicamente correto, das cotas, da falta de estudos etc. Declarada essa pravidade mental, o futebol brasileiro não é nada hoje, senão um universo esquálido de correria, falta de técnica e fantoches incapazes de um deboche com alma.
Por fim, um país que formulou Armando Nogueira, Nelson Rodrigues, Teixeira Heizer, Alberto Helena Júnior e tantos outros craques do jornalismo esportivo, pasmem, não pode ficar satisfeito com Casagrande, Caio Ribeiro, Neto, Lúcio de Castro, Juca Kfouri, Trajano e palúrdios dessa têmpera. Ao par, é impreterível lembrar que já fomos famosos musicalmente devido a um Vinícius de Moraes, mas hoje estamos representados pelas bundas da Anitta e da Ivete e pelo indigente mental chamado de Teló. Bom, só falta agora o bom professor de português ser aquele que enfatiza o não uso da norma culta. Ih! Não falta mais.
Daniel Muzitano

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O campeonato teleológico

Malgrado o Corinthians ter protagonizado certo lapso no segundo turno do campeonato brasileiro, a consecução de seu sétimo título era um tanto óbvia. Não à toa, e à guisa de olharmos, o futebol nacional produz hoje uma competição tecnicamente frágil, taticamente paupérrima e emocionalmente sem maiores surpresas, embora há quem defenda o sistema de pontos corridos.

Para o prefácio do debate, a maioria dos supostos favoritos ao título abdicou de boa parte do campeonato, isto é, Palmeiras, Grêmio, Santos e os decepcionantes Flamengo e Atlético Mineiro: todos vistos no início como concorrentes do Corinthians. Seja por dar primazia à Libertadores ou à Copa do Brasil, fato é que os responsáveis pelo campeonato não conseguem ascender a competição; essa, logo, ficando para um segundo plano.

Sãmente, sou caudatário do bom e velho mata-mata cuja fórmula garantia ao menos a possibilidade da emoção, uma vez que havia as oitavas, quartas, semifinais e finais. Assim sendo, a especificidade da decisão era mais forte, bem como deixava o público mais à espreita para com as partidas. Sem embargo, ainda restam três rodadas para o ano de 2017, mas o campeão e praticamente todos os rebaixados já estão às claras.

Por fim, teleológico é um adjetivo que faz jus a esse cemitério futebolístico, a ver, incapaz de incutir emoção no torcedor. A título de teleologia, trata-se de uma explicação que relaciona um fato com sua causa final. A somar, téleios seria final. -Logia, estudo. Em síntese, o desinteresse de muitos clubes pelos pontos corridos, por sua vez auspiciando ao Corinthians o já previsto título ontem confirmado. Cá entre nós, o futebol nacional está chato e demasiado à deriva. É isso.

DANIEL MUZITANO

terça-feira, 31 de outubro de 2017

A "democracia" de Caetano

Conquanto seja alguém contumaz ao proferir o farisaísta discurso de que defende a democracia, Caetano Veloso está errante quanto ao sentido fidedigno da palavra. A seu bel-prazer, seu currículo agrupa uma simpatia abissal pelo PV, pelo PT, pelo PC do B, pela Rede, pelo Psol: todos que de um modo ou doutro estão coadunados para com práticas antidemocráticas como, por exemplo, o apoio a regimes como Cuba, Venezuela, Coreia do Norte; sem contar, claro, a formulação do foro de São Paulo.
No mais, Caetano também é caudatário do MTST; movimento, logo, assaz criminoso. A saber, o MTST é aquele grupelho que deteriora patrimônio público, invade propriedades privadas, põe fogo em estradas etc. Grosso modo, uma patuleia que não respeita os valores democráticos de que tanto Caetano recita em seu universo onde é normal, pasmem, um homem ter 40 anos e transar com alguém de 13 aninhos, como promulgou a sua amada esposa.
Sem embargo, não terminemos por aqui. Ao lado de outros coronéis, o cantor também é responsável pelo marasmo, tal como por uma estultice cultural que vem de há muito. Em suma, as múmias da MPB estão representadas na classe política, a fim de um amplo domínio, saibam, determinando quem faz ou não sucesso, consoante as suas convicções político-ideológicas. Como se não bastasse, Caetano e Gil são os chefes da máfia do dendê; esquema, portanto, com o intuito de calar jornalistas contrários a ambos.
Apesar de todo o cenário, Caetano ainda inculca integrar e ovacionar a democracia. Por fim, alguém poderia citar um artista que tenha surgido nos últimos 15 anos e que tenha discordado de Caetano e de sua cúpula? Nada mais trivial gritar por algo cuja massa sequer percebe que dela não mais faz parte, ao passo que a propaganda é a alma do negócio. Caso ainda não fora suficiente, notaram que o pagode, o samba, o pop e até o funk compõem a atual MPB? E essa é a democracia, isto é, a uniformização de pensamento pregada por Caetano. É isso.
Daniel Muzitano

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O Fla-Flu do sono

Longe de ser um Fla-Flu à guisa de Nelson Rodrigues, o clássico de hoje nos reserva tão-somente obviedades, a ver, que o futebol europeu mandaria às favas. Dentre os aspectos enfadonhos, de um lado o ai-jesus sem alma. Doutro, o tricolor carioca em seu mais do mesmo, claro, um tanto paupérrimo. Ao par da classe artística, o futebol carioca prega a banalização, sobretudo na esfera tática. Destarte, dizê-lo-ei que viria a calhar uma melhor assonância, de modo a enriquecer um pouco a pobreza e a falta de imaginação, principalmente por parte de Abel Braga.
Para com Rueda, sejamos mais bem cautelosos, a fim de que não haja nenhuma sem-razão. Afinal, o tempo é curto à frente da equipe, conquanto até o momento ele não tenha feito despertar esse elenco sem maiores vibrações. Assim sendo, o Fla-Flu de hoje não faz parte daquele tempo cujo Nelson Rodrigues dissera que nasceu quarenta minutos antes do nada, e sim é caracterizado como um jogo corrido, esquálido em matéria de valor, e, sobretudo, que morrerá quarenta minutos antes de meu sono.
Sãmente, talvez Armando Nogueira fosse hábil para dar graça a um jogo que promete ser apático, vivo estivesse para redigir suas crônicas; entretanto. Aliás, seria escorreito preludiar que o cenário patético não fica restrito ao jogo em questão. Em princípio, Corinthians, Grêmio, Palmeiras, Santos: todos no Brasil carecem de algum fulgor. Somado a isso, vemos o torcedor vibrando às claras, como se algum time estivesse oferecendo o escol da bola. Àqueles magoados, só há um segmento cuja liderança ainda é nossa, isto é, a piada. Em suma, atualmente o brasileiro não é o melhor nem jogando peteca, que dirá definindo o futebol. É isso.
Daniel Muzitano

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

O porquanto taciturno

Em tempos de prélios frequentes, amiúde sofremos perdas com relação a oportunidades das mais repletas. Desta feita, conquanto haja a possibilidade de nos expressarmos acerca de qualquer tema, nunca dantes nossas posições, sobretudo políticas, foram levadas em conta sob vários pontos; inclusive no âmbito profissional. Embora o mérito devesse ser um fator inelutável para com o sucesso profissional, mais das vezes as paixões são sobressaídas. Assim sendo, far-se-á necessário um comportamento mais bem cauteloso, isto é, um tanto taciturno. A propósito do fato, não há hoje uma liberdade de expressão a bel-prazer, ou seja, há de fato uma censura branda com um viés de especificidade moral dentro de um mundo absolutamente deletério.
Não à toa, afloram discussões sobre o limite da liberdade ou até que ponto seu excesso é usado como transgressão. Ao encontro do fato, crimes são justificados pela liberdade, tal como banalizações são tidas como a nova arte. Em contrapartida, preciso parece haver um cuidado ao abordar certos assuntos, ainda que no argumento não existam o crime e a banalidade estulta. Em tempos hodiernos, a carreira precisa ser assessorada de perto, a fim de que portas sigam abertas. Ao olhar de alguns, - talvez me inclua na turma - a vitória do comportamento sobre o mérito é de um atraso absoluto. Todavia, há escravos onde o politicamente correto impera. Em suma, o tempo é o do silêncio e o da observação. Como desfecho, roboro o raciocínio de Saramago: "O silêncio é o melhor aplauso". É isso.
Daniel Muzitano

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

As funções da etimologia na alfabetização

Todo tema advém possivelmente de um problema. No caso-- uma ausência descomunal da etimologia na alfabetização. A fundamentação desse estudo talvez elimine estorvos de toda ordem, de forma que facilitaria o aprendizado das crianças na grafia, na pronúncia, na memória visual, no processo de acentuação, na criação, no enriquecimento vocabular e, em especial, haveria um contato natural e um provável estímulo para que a criança tome gosto por outras línguas.
Quanto à grafia, na maioria das palavras – por mais que o verbete ganhe outro sentido - a raiz permanece. Ou seja, o docente teria mais argumentos para explicar, por exemplo, por que motivo um vocábulo é redigido com Ch e não com X. Já a pronúncia, seria interpretada num aspecto simples, pois o aluno teria ciência sobre que sons compuseram a história da palavra até o formato atual. Com o advento da internet, a memória visual atualmente é falida posto que o estudante, principalmente nas redes sociais, tem contato com a forma errada da palavra. E mais, o ensino porfia no método da “decoreba” e outras formas pífias. Assim sendo, a memória visual – na forma etimológica – seria aprendida porquanto haveria uma história; lição, logo, facilmente memorizada e amestrada.
O processo de acentuação apresenta controvérsias. Para tanto, é irrefragável o estudo de transformações das quais a palavra passou até chegarmos ao formato atual. Isso realizar-se-á apenas com a etimologia trazendo consigo a história do vocábulo e suas formas hoje extintas. Ainda que a educação um dia esteja aberta a inserir a etimologia, talvez seja improvável que tenhamos explicação para todas as palavras. Contudo, daí poderia aflorar a criação e/ou a imaginação da criança. Portanto, a partir da história. Dado o exposto, evidentemente o enriquecimento vocabular seria o resultado desse vasto processo com o somatório de que há ainda palavras relacionadas no decorrer das questões etimológicas.
Por fim, e sendo as línguas cultas um elo evidente de tantos idiomas, haveria maior probabilidade de formarmos jovens interessados no aprendizado de outras línguas. Em suma, a tese defende como essência a importância da etimologia na formação do aluno. Além disso, visa ao fato de não tão-somente a alfabetização. O estudo demonstraria que é de similar importância haver etimologia ao longo de toda a vida acadêmica e, claro, em todas as disciplinas. A abordagem enxerga e pretende que o professor conclua que é primordial aprofundar tal matéria com a finalidade de que o ensino seja mais profícuo e, que de uma vez por todas, eliminando os deploráveis altos índices de analfabetismo.  

Daniel Muzitano