segunda-feira, 29 de junho de 2015

O retrato do Brasil

Vinícius de Moraes, o exímio poeta, dizia que nenhum fator a partir de o momento que é colocado no diminutivo faz mal. Pois bem, o mesmo porfiava em transformar o cerne de seus vícios exercendo de tal prática a fim de justificar seus hábitos nocivos, e sobretudo, transmudá-los em algo agradável, apraz. Sendo assim, terei a audácia aqui de promulgar que quem está à frente da seleção - dirigentes, comissão técnica e etc - comete o mesmo ato. Dito isso, no âmbito musical um cigarrinho resultava em uma "Garota de Ipanema". Um uisquinho fazia dimanar um "Eu sei que vou te amar". Já com a seleção de Dunga, sim, o fim é outro.

Há tempos justificamos nossos erros, portanto nos diminuímos, com o intuito de modificarmos nossos equívocos em acertos. É de uma covardia tamanha explicar nosso retrocesso tático, nossa falta de maturidade semântica, nossa pífia realidade em prol de chutões, jogadas sem alma, e principalmente, viver de glórias que não mais cabem. Mais uma vez procuramos um herói, um salvador. Tanto no futebol de Dunga quanto no PT de Dilma, sim, somos um verbo sem predicado. A culpa da incompetência é sempre do mundo, e mais uma vez o Paraguai, e outra vez, pois é, nas eloquentes e simples penalidades.

O futebol, assim como a política, não aprende com o que há de mais lúcido, ou seja, com os seus próprios erros. Ambos corruptos, ambos cegos, ambos enfadonhos. A inflação superior aos 7% juntamente com os memoráveis sete gols da  Alemanha. Por fim, o povo perpetua em não aprender com a gramática da vida. Contudo, vamos nos preocupar com fotos coloridas, com especificidades fúteis; esquecendo assim o que rege nossa cultura e nosso futuro político. "Perder tempo em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes", Carlos Drummond de Andrade. É isso.  

Daniel Muzitano

domingo, 28 de junho de 2015

Por trás das fotos coloridas

A falta de entendimento de algumas pessoas para com inúmeros assuntos é o que de fato assola, dilacera o país. Pois bem, ninguém - ou quase ninguém- altercou com primazia o assunto que vem gerando controvérsias nas redes sociais, portanto, o uso de fotos no Facebook em prol do conluio homossexual. Antes de tudo, vos digo que não faz o mínimo sentido celebrarmos algo que, ao menos aqui, já é válido desde 2013. O segundo ponto é que - direta ou indiretamente - quem apoia esse tipo de evento está coadjuvando para com o fortalecimento do PT e do Psol posto que tais siglas financiam práticas de movimentos como o LGBT.

Ademais, tais partidos organizam passeatas cujas crianças na faixa dos 8 anos são incitadas a aderir ao homossexualismo; sem contar que foram implementados na câmara projetos como o Kit gay, banheiros visando identidade de gêneros, entre outras similitudes que visam apenas ferir o respeito, a decência e os valores dignos de uma família legítima e civilizada. A esquerda vem usufruindo de grupos batizados como minorias a fim de estimular - mediante a indulgência da maioria - suas práticas demasiado abomináveis. Em suma, "O 'homem de bem' é um cadáver mal-informado. Não sabe que morreu", Nelson Rodrigues. Há muito mais que uma foto colorida; há estupidez, inocência e falta de decoro. É isso.

Daniel Muzitano​

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Veríssimo, o paladino dos patéticos

É irrefragável que o senhor Veríssimo é um plumitivo - ao menos para certos temas - de benévolo nível. Contudo, é de total perspicuidade que o citado é um ser que deixa muito a desejar quando o assunto é política. Segundo o escritor, o PT contribuiu para a redução da miséria, diminuiu a desigualdade social, e sobretudo, o ódio hoje ao PT é oriundo da elite. Chega a ser patético alguém com a instrução dele elaborar esse tipo de comportamento. Na era PT, o estado aumentou de forma bastante considerável, e por corolário, a corrupção foi exacerbada de modo um tanto quanto gradativo. Com isso, a miséria foi fortificada porque criamos dependentes do estado, bem como, a distribuição de renda com esse método de governo só ficou ainda mais desigual. E esse tipo de abordagem deveria ser óbvio para qualquer um, inclusive para o "intelectual das multidões".

Dado exposto, cerca de 65% dos brasileiros hoje julgam péssima a administração da senhora Dilma. Será que esse percentual todo é composto só de elite? Aliás, por que motivo o colunista não entrou na pauta das amizades com ditaduras, no habeas corpus do Lula, na já mencionada corrupção e em outros malfazejos atos do PT? O Global formula um texto que incita seu leitor a crer que nem ele, tampouco os membros do PT, pois é, fazem parte da tal elite. Eu esperava mais do paladino dos patéticos, todavia quando se é petista o ódio e a falta de raciocínio são as armas que estão à frente até mesmo da realidade. Goethe denunciou há tempos tal prática promulgada por Veríssimo: "As pessoas tendem a colocar palavras onde faltam ideias". É isso.  

Daniel Muzitano

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O copo e o cérebro

Porfiam em inúmeros veículos a promulgação de notícias malfazejas. Veja: Com inflação próxima de 9%, mercado eleva projeção de juros. Estado de São Paulo: Desemprego em maio é o maior em 23 anos. G1: Gasto de brasileiros no exterior é o mais baixo para maio em cinco anos. Pois bem, enquanto isso há uma tonificada expectativa - ao menos para alguns - para com uma tardia e justa punição ao senhor Lula, ex-presidente e conhecido pelos íntimos, segundo a Polícia Federal, como "O Brahma". Adendo: justo para ele seria mesmo a pena de morte.

Em contrapartida, visualizo boa parte das pessoas abordando pautas temáticas de todo desinteressantes ao conhecimento; o que o filósofo Francis Bacon chamaria de Ídolas. O que acrescenta discutir sobre o advento do Léo Moura ao Vasco, o corte do Neymar ou mesmo postar comentários néscios sobre assuntos mais imbecis ainda? É como preludiava o então intelectual Nelson Rodrigues certa vez: "O grande acontecimento do século foi a ascensão espantosa e fulminante do idiota". O Lula não mudou, logo, continua mantendo cheio o que sempre manteve, ou seja, o copo. E nós, o povo, sustentamos vazio algo que sempre esteve, portanto, o cérebro. É isso.

Daniel Muzitano

sábado, 20 de junho de 2015

Boechat?

No período de minha puberdade - mediante Nietzsche, Schopenhauer, Anaximandro e tantos outros - eu era um ser que comportava uma exacerbada repugnância para com as religiões, sobretudo pelo fato de que eu enxergava em tais apenas as mazelas: padres pedófilos, lavagem de dinheiro, promulgação do medo e etc; aspectos que indubitavelmente estão aí presentes até hoje. Pois bem, ao longo dos tempos - apesar de eu não integrar nenhuma doutrina - consigo ver fatores plausíveis como a tradição familiar, a pugna contra as drogas e outros opulentes aspectos. No entanto, se eu achar que devo criticar o Papa, indubitavelmente escreverei sobre e não estou nem aí.

Agora, é algo demasiado néscio - eu diria até tétrico - deparar-me com um bando de gente idolatrando um palhaço como esse senhor Boechat. Só para rememorar, esse é o sujeito amásio dos black blocs, é o indivíduo que disse à época que o povo tem que ir para as ruas e assolar tudo, em suma, é um sujeito ignominioso e que agora ofendeu de modo pueril o então Silas Malafaia; cidadão esse que não sou fã, porém não tenho nada contra. Julgo que o xingamento só deveria ser legítimo quando exercido em uma conta pessoal e com argumentos de natureza inteligente. O problema maior a meu ver não foi a ofensa em si, mas sim o teatro e a falta de visão e profundidade na análise; algo mais do que esperado vindo de quem veio. Quando adolescente, sim, cometi o despautério de generalizar todas as religiões e todos os religiosos. Agora, eu tinha meus 16 ou 17 anos, esse velho já passou dos sessenta. Nelson Rodrigues tinha toda razão ao elaborar que a burrice é de fato eterna; Boechat é um exemplo vivo. Mediante ao ar irônico de Shakespeare, é, encerro esse texto: "Não basta apenas soerguer os fracos; devemos ampará-los depois". É isso.

Daniel Muzitano

quinta-feira, 18 de junho de 2015

PT, o que há de mais terrorista

Formada por Aécio Neves, Ronaldo Caiado e alguns outros, a oposição ao PT e ao regime ditatorial do senhor Maduro chegou hoje em Caracas, Venezuela. A ideia é coadjuvar para com os presos políticos e opositores do sucessor de Chávez. Pois bem, acabo de ler uma promulgação do senador Caiado, líder do DEM. Segue abaixo:

"Não conseguimos sair do aeroporto. Sitiaram o nosso ônibus, bateram, tentaram quebrá-lo. Estou tentando contato com o presidente Renan. Filmei o apedrejamento que fizeram contra nosso ônibus, mas o sinal de internet é ruim. O embaixador do Brasil na Venezuela nos recebeu no aeroporto e foi embora. Agora estamos sendo agredidos e não tem representante do governo", Ronaldo Caiado.

Antes de mais nada, num país em que não há sequer papel para limpar a bunda, era provável que a internet conteria encomiada nequice. Em segundo lugar, vale reiterar e dar ênfase ao fato de que estamos lidando com assassinos na América do Sul inteira. Gente que idealiza ditaduras, que aplaude atos terroristas, que faz alianças com movimentos como as Farc; não estamos lidando com partidos, mas sim com bandidos. O PT é o que há de mais fétido, é o que há de mais corrupto, e sobretudo, é o que há de mais terrorista na história desse país. E só não enxerga isso quem tem uma estupidez exorbitante.

Senhores senadores, vocês deveriam ter elaborado um planejamento mais bem capacitado. Espero sinceramente que nada ocorra, todavia saibam que estão correndo um descomunal risco de vida. Para essa gente, Maquiável é um Deus de modo que os fins realmente justificam os meios. E o mais absurdo: não vejo ninguém se manifestando. Que povo estulto. Para elaborar minha consecução: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê", William Blake. É isso.

Neymar, pequeno como o nosso futebol

Mesmo após o opróbrio no mundial, sim, a seleção brasileira prossegue sem um firmamento shakespeariano, e sobretudo, preso para com jogadas ultrapassadas e um estilo de jogo de todo ineficaz. Porfiamos em depender de um herói. Pois bem, pela primeira vez consigo enxergar possíveis conjuntos capazes de arrepelar o Brasil da próxima copa; Chile, Colômbia, Argentina, Uruguai e Paraguai são equipes que hoje possuem mais maturidade e recursos táticos se comparados ao circo orquestrado pelo Dunga.

Todavia, basta ganhar uns amistosos ou um torneio como a Copa América - o que em tese não significa absolutamente nada - para ignorarmos nossa patética realidade. E isso diz muito sobre o que o somos. Em suma, temos um país comandado por uma ex-terrorista e um time cujo o protagonista está sendo investigado na Espanha. E pouco importa os próximos resultados, não temos um padrão. Deveríamos mesmo é investir na seleção de futebol jogada por sete, afinal, se já temos o Dunga, restam 6 anões. Nosso futebol está tão pequeno quanto o cérebro do Neymar. Para encerrar: "A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem", Nelson Rodrigues. É isso.

Daniel Muzitano