sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Os pacóvios que afiançam Caetano

Malgrado a maioria oposta, herói, consoante Nelson Rodrigues, é o sujeito outro que tem a capacidade de escrever, diga-se, com o mínimo de autenticidade. Tirante um ou outro nome, há uma covardia vernácula Brasil afora nesse sentido. Esta semana, proveniente de minha célebre amada Patricia Cortes, vi pessoas várias elogiando a "obra" do inútil Caetano; aquele, a ver, que gostava, quando com seus 40 anos, de uma menininha de 13.
Alcunhado de poeta por uma súcia de ineptos, Caetano, para início de conversa, sob a forma da máfia do dendê, cassou jornalistas que criticavam seu trabalho, que por seu turno enaltece um gosto excêntrico por um leãozinho, embora alguns dizem ter isso certa riqueza poética. Outro ora, me não lembro de ter lido tamanha estupidez, a ver, resultante de seus fãs.
Demais disso, é ele pai da uniformização de pensamento cultural, a citar, na burra Tropicália, que, bem como a Semana de 22, queria propiciar algo original a um suposto Brasil novo, ainda que tenha buscado como influências Hendrix e Beatles. Pari passu, também ele transformou a MPB numa sigla ideológica, assim como a Lei Rouanet num sistema ditatorial sem igual. Não à toa, desde 2002, época em que Gil foi ministro, nem um artista sequer teceu um comentário oposto à ideologia caetânica.
In terminis, dados todos esses fatos, sinto repulsa extrema por esses babacas, sim, babacas comuns, que saem por aí, independentemente da posição ideológica, formulando elogios a uma figura abjeta, limitada e que nunca será influência cultural àqueles com mais de dois neurônios. Lembram do Nelson? Tenho autenticidade, e, por isso, sinto-me com' herói, com o perdão do alto nível. Aos fãs da múmia: burrice com arrogância até a Anitta tem. Ah, a música mais famosa de Caetano, Sozinho, uma belíssima letra por sinal, não é do Caetano. Um abraço.
Daniel Muzitano

terça-feira, 23 de julho de 2019

O culto à figura da puta (Bruna Surfistinha)

Data venia, vale sempre asseverar que a deliquescência cultural não vem à tona por acaso, de modo que, com afinco, apontá-lo-ei por que razão a Bruna Surfistinha, queira ou não, tem certa idolatria, despertando quando menos a curiosidade ou o afeto colossal por parte da população. A bem dos fatos, José de Alencar, na figura de Lucíola, uma prostituta glamourizada como modelo a ser seguido, foi leitura obrigatória escolas afora, de maneira que gerações anteriores à minha tiveram também contato com a literatura aludida, e isso vale outrossim para a minha época de colegial.
Naquele então, diga-se, eu era adolescente, id est, estava tendo a cabeça formada para a narrativa de que pode sim uma puta ser uma referência para a mulher. Quanto ao imaginário popular, puta virou sinônimo de extraordinário ou intenso, exempli gratia, quando falamos que fulano é um "puta" profissional, ou seja, um profissional extraordinário. A puta, por conta do livro, ganhou também o significado de dinheiro, por seu turno simbolizando valor, a saber, na palavra puto. Com isso, notem: não tenho um puto (dinheiro/real) no bolso.
Dado o exposto, a linha gramscista-marxista, ao encontro de Alencar, viu na prostituta um elemento para romper a família, banalizando o conceito da palavra em questão. Ademais, a puta gerou também a ideia de que ter amante é normal, tal como de que orgias, relacionamentos a três e a mulher independente, como alguém a sair por aí dando sem rumo, são fatos demasiado comuns. Em suma, a esquerda, que diz combater o machismo e pregar o respeito à mulher, foi a formuladora dessa inversão; uma contradição, a ver, bastante nítida.
In terminis, a Bruna Surfistinha, nesse aspecto, é a consolidação de que o plano de destruir os preceitos do conservadorismo, e a puta é um dentre tantos grupos, foi muito bem-sucedido. Como o debate cultural no Brasil é raso, é dever meu esmiuçar que o cenário posto aqui não vem sendo denunciado. José de Alencar, como Manuel Bandeira e outros que estiveram a serviço da esquerda, é um filho-da-puta sobremaneira com hífen. Nada é por acaso. Ponto.

Daniel Muzitano

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Um jogo minimamente bom, embora taticamente atrasado

No meu memento atinente ao jogo envolvendo Brasil e Argentina, a ver, Daniel Alves, seguido de Messi, foi indubitavelmente o melhor em campo, tanto pela pré-assistência e pela entrega, tal como pela autoridade que obteve ao chamar a partida para si. Entretanto, tirante um pouco esse duelo, o más-más sul-americano é nítido, de maneira que afirmo que, seguindo assim, nem uma seleção sul-americana ganhará mais nada, senão torneios propriamente sul-americanos.
Pari passu, nossa intempérie está no fato de acharmos que só raça e técnica são elementos suficientes, haja vista que estamos num atraso tático infindável. Na melhor atuação do Brasil, nada de excepcional, eis que a equipe finalizou apenas quatro vezes, foi de novo um time sem repertório ofensivo e mais uma vez refém deste ou daqueloutro brilho individual. A Argentina, um pouco mais desorganizada do que o Brasil, perdeu por incompetência nas finalizações, diga-se, catorze ao todo; número, a ver, além do triplo do Brasil.
Em outros termos, ganhar hoje de qualquer seleção sul-americana, em vista do atraso tático em comparação às potências europeias, não significa nada. In terminis, assim como em momentos recentes, estamos nos iludindo mais uma vez, conquanto tenhamos sido eliminados nos últimos mundiais para França, Holanda, Alemanha e Bélgica, id est, quatro escolas e escalões diferentes. Será que isso não quer dizer nada? E olha que nem frisei sobre a ausência de treinadores brasileiros nos grandes ou mesmo médios clubes europeus. Comemorar vitórias é importante. Iludir-se, não. Ponto.

Daniel Muzitano

domingo, 16 de junho de 2019

Fugir do bê-á-bá é para os grandes

Distúrbio na articulação e pronúncia de palavras devido à lesão num órgão fonador: eis a definição do Caldas e do Houaiss para com dislalia, embora ambos menoscabem o uso do acento grave na definição, diga-se, por mim acrescentado. Despautério à parte, a inovação far-se-á imprescindível. Ipso facto, entendi o porquê de eu admirar, ao assistir ao filme O gênio e o louco, os respectivos trabalhos de Diniz e Sampaoli, a ver, à frente do Fluminense e do Santos.
In verbis, eles exercem uma espécie de diérese, separação aos mais tímidos, possibilitando outras visões ao futebol cá jogado. ln totum, é demasiado fácil, por exemplo, um professor de português jogar mil regras e mandar o aluno decorá-las. Entretanto, aplicar a etimologia como essência de método leva mais tempo e depende de mais estudo e esforço, a saber, de parte a parte. Para a esfera futebolística, fazer um gol e recuar, à base do chutão, do lançamento longo, contando com uma individualidade ou outra, é um caminho que não exige predicados vários.
Na comparação, a escola de Felipão é a do professor da decoreba, dilacerando o moderno, renegando o novo. À guisa Diniz e Sampaoli, o método roboraria a etimologia, tanto como técnica tanto quanto treino, o que nos conduz para a posse de bola, para a saída literária, impondo uma proximidade tática entre jogadores e técnico, ou, se preferir, entre aluno e professor. Em suma, fazer o mais desafiador, seja na área que for, é algo para grandes homens. Ponto.

Daniel Muzitano

quinta-feira, 6 de junho de 2019

De volta para o campo


Com a devida licença ao colendo leitor, data venia aos que gostam de latim, lembrá-lo-ei o motivo de meus 6 meses tácito, conquanto haja tantos que dele não esqueceram. Assim, pelo fato de que o Vasco, motivo de minha ausência, não tenha caído no último campeonato, diga-se, por um mísero gol, deixei de escrever, a pagar atinente a uma aposta em que cravei o clube na segundona deste ano. Pari passu, cá retrocedo e vejo o cruzmaltino em último; sem contar o vice-campeonato no carioca e a eliminação precoce na Copa do Brasil. Dados os fatos, que quando opostos a mim, pior para eles, falara certa vez o escorreito Nelson Rodrigues, ouso dizer que não errei, mas sim que adiei meu acerto.

Acertadas as contas, li a estultice de que Neymar, o eterno garoto, foi o melhor após Pelé. In verbis, respondo de modo curto que Neymar hoje não é o melhor sequer de seu time, haja vista que por lá está o campeão mundial Kylian Mbappé, o que traduz a pobreza nas chuteiras de nossas folhas jornalísticas. E já que usei o vocábulo melhor, Diniz e Sampaoli são esperanças para que o futebol brasileiro saia da mesmice, adote outros tipos de jogo e ganhe em termos de modernização. O senão é que nem um e nem outro, pior deveras para Diniz, possui um time tecnicamente à altura da escola à la Guardiola, que privilegia a bola, abdica do chutão e compila um repertório amplo de jogadas. Em suma, seria ótimo que um dos dois vencesse um torneio, ainda que eu não acredite pela limitação dos respectivos elencos.

Demais disso, Jorge Jesus é candidato outro para fazer parte do grupo, pois parece ser adepto de ideias similares; diria até irreprocháveis levando em conta a deliquescência tática pela qual o Brasil passa. Em pleno 2019, ainda estamos viciados no resultado, no primitivismo, no guarda-vala que não usa os pés, no cruzamento a todo instante: tudo remetendo à mais alta precariedade e falta de inteligência. Aliás, Abel é símbolo disso. À frente do Flamengo, levou gol em todas as partidas do campeonato brasileiro, bem como houve o sufoco para ganhar dos reservas do Atlético Paranaense, a derrota com um homem a mais em toda a etapa final para o Galo de Minas e o desespero contra o Peñarol; além de levar gols contra times de terceira e quarta divisões no carioca, com um plantel muito rico em quesito técnico. Entretanto, teve ele o vício do resultado. Há perspectivas? Talvez o Felipão, um Abel que arma melhor sua zaga, estrague mais uma vez o resquício de atualidade do futebol nacional. Bem-vindos! 

Daniel Muzitano

domingo, 21 de abril de 2019

A importância da prioridade

Na última página de A Vida Intelectual, Antonin-Gilbert Sertillanges diz: de verbis et factis secularium nullatenus te intromittas, qual seja, não te envolvas de maneira alguma com as palavras e ações dos leigos. Pari passu, povoar a solidão e limitar aos tolos o tratamento básico, humilhando-os quando preciso, é a primazia àqueles que pretendem não o cum-quibus preeminente, e sim o crescimento intelectual enquanto indivíduo.
Ao encontro do fato, far-se-á também o que Gasset esboçou, id est, selecionar é aprender, o que incute o verdadeiro modelo de ensino. Assim sendo, a locupletação referencial decorre da exclusão de coisas como o funk e a novela, por exemplo, em prol da repetição e intensidade para com a música clássica e o feitio etimológico. O senão de tudo está no imbróglio de que, devido à pérfida Semana de 22, selecionar a riqueza cultural é uma espécie de arrogância e preconceito, pois estamos acostumados a folclorizar nossos problemas.
Dado o exposto, o funk - oriundo da sigla ideológica da MPB - torna-se uma cultura privilegiada, assim como a favela e o mau-caratismo passam a ser vistos como uma moradia romanceada e um costume literário a ser seguido. Em suma, essa cultura cá exposta e da qual somos reféns, faz-nos cegos na resolução de nossos problemas; isso, a ver, para ficar apenas em exemplos poucos.
Por fim, diferentemente dos covardes professores da minha área, viso ao fato de mostrar que hoje, embora muitos menoscabem, o mais importante para o país é entendermos o cenário e a degeneração própria de nossa cultura, a fim de que possamos rompê-la de imediato, no intuito de criarmos outro imaginário. Com isso, estou ao menos tentando fazer a minha parte, pelo menos no que se refere à transmissão de uma leitura e à proposição doutra. Entretanto, vai da audácia e predisposição de cada um. Portanto, é isso.

Daniel Muzitano

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Crivella, a realidade dos fatos

Para logo, decerto é consentâneo ressaltar que houve desde o início da era Crivella, inclusive no período pré-eleitoral, uma perseguição infindável por parte da Globo, com seu comportamento diria até prepóstero, em vista de que o atual prefeito, à época candidato, além de não ser um caudatário do carnaval, bem é uma espécie de representante da Record, pelo menos aos olhos da Rede Globo; o que, recordemos, fez dele capa da Veja uma semana antes do segundo turno das eleições.
A bem dos fatos, a impopularidade de Crivella vai muito ao encontro dessa perseguição, pois incute inclusive pessoas que evitam falar de política, mas que consomem Globo News ou similitudes pútridas. Ipsis litteris, Crivella é sim um péssimo gestor, tal como um inábil comunicador. Aliás, o carioca -sendo ele opositor ou não - possui muita dificuldade para citar o que Crivella fez em seu mandato, a saber, tão-somente por esse senão na comunicação.
Demais disso, vejo exageros muitos na cobrança, uma vez que Crivella foi muito mais negligente, a saber, do que propriamente incompetente. Em suma, não teve a capacidade de destruir ainda mais a pocilga que é o Rio, coisa que o Freixo faria, e terminará seus 4 anos entregando a cidade do mesmo modo, id est, cheia de dívidas, de insegurança e demasiado depauperada culturalmente.
Por fim, se por um lado é ele pouco arguto enquanto gestor, ainda possui uma lábia política inteligente. Ao falar para a Globo, tentou surfar na popularidade do presidente da República, tal como usou da falta de credibilidade da Globo para diminuir sua impopularidade, reduzindo a emissora à indecência carnavalesca, diga-se, cativando parte do público que até ontem vinha tecendo a ele vituperações várias. In verbis, se hoje seus fiéis não estão tão fiéis, um Freixo como oposição, a perseguição da Globo ou a burrice do carioca pode sim dar a Crivella uma reeleição. No Rio, até o inviável é viável, pois somos a imunda e paupérrima capital do funk. Até.
Daniel Muzitano