terça-feira, 9 de agosto de 2016

O Nosso Rosto

Decerto não assisto, tampouco tenho ciência acerca de Rafaela Silva. Além do mais - sejamos sinceros - não fosse o ouro conquistado pela dita-cuja, pois bem, ninguém saberia de quem se trata. Antes de entrarmos no assunto, faz-se opulente irmos ao encontro etimológico do termo Judô. Do japonês, "JU" significa suavidade ou gentileza. "DO", arte ou caminho. Em suma, seria a arte ou caminho para termos uma vida tranquila, equilibrada, e, levando em conta o esporte em si, uma vida em que respeitemos - sobretudo no esporte - os nossos concorrentes. Sigamos.
Assim como tantos outros, Rafaela nasceu negra, pobre e blá-blá-blá. Em especial no Brasil, tais especificidades serviriam de desculpa para um possível fracasso haja vista o fato de que adoramos roborar qualquer tipo de vitimização. Chegamos ao execrável ponto, e cabe um "Até" no meio do raciocínio, de justificar mortes devido a isso. Por meio da disciplina que adotou no exército, Rafaela, diferentemente de muitos, foi à luta com foco. A judoca é mais um exemplo de que quem quer, sim, vence e pronto. A meritocracia deve ser a auriflama de todo país decente.
Dado o exposto, a Rafaela deveria ser o rosto de nosso país. Como havia dito, até ontem nunca tinha ouvido falar a respeito da atleta. No entanto, já merece meus aplausos e o meu respeito - não tanto pelo ouro - e sim por ser uma mulher que não se vitimou e nem alimentou tergiversações pacóvias de toda sorte perante a vida. Se compararmos com o seu comportamento, sim, o ouro de nada interessa. Parabéns.
Daniel Muzitano

terça-feira, 19 de julho de 2016

Como alguém assim pode ser deputado?

Sem mais delongas, estava à espera de um posicionamento dos que defendem os bandidos no que diz respeito ao caso da menina de 7 anos que perdera a mãe porque assim decidiu um delinquente. Assim sendo, o estúpido Jean Wyllys compartilhou um texto acerca do episódio. Segundo o deputado(a), estamos imersos no mar da criminalidade porque os ricos, vejam vocês, não se preocupam com os pobres, e sim com suas próprias vidas. Entenderam? A culpa não é do bandido, tampouco de nossos traços culturais ou dos que defendem marginais de toda sorte. De acordo com o dito-cujo, se o rico se importar mais, pois bem, a criminalidade será findada.
Ademais, nenhuma palavra sequer sobre fatores que cercam a pauta em questão como, por exemplo, a proibição da posse de armas, o uso veemente das drogas, Macunaíma, funk como gênero cultural, a demonização do policial, punição aos bandidos etc. Aliás, "Jeanta" e a cúpula do Psol estão de acordo com todos os assuntos que acentuam o caos cá instalado. O rico, sempre demonizado apenas por ser rico, não pode mais focar sua vida em seus filhos, sua carreira e sua vida pessoal. Por agora, ele é o culpado ainda que boa parte da classe tenha aversão ao Estado totalitário e perdulário; logo, naturalmente, discórdia para o que vem de há muito sendo implementado. É difícil demais.
Daniel Muzitano

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Ainda sobre a eleição para a prefeitura do Rio

Dívidas de sobejo, praias nauseabundas, mais de 10 mil registros de crimes cometidos por menores, um dos maiores consumidores de maconha e cocaína, produção de miniputas, cultura enfadonha e mendicante: tudo isso reflete bem o que é o contumaz e burro Rio de Janeiro. Cidade cujas pessoas porfiam em chamá-la de maravilhosa. Perante esse cenário tétrico, sim, ainda tenho o desprazimento de saber que hoje ocorrerão os lançamentos das pré-candidaturas de Freixo e Jandira à prefeitura. Prestem atenção nos problemas que temos hoje e nesses dois personagens.
Com relação às dívidas do Estado? Freixo declarou apoio ao PT. Jandira, ao PMDB e ao PT. Estamos imersos nesse mar de merda por responsabilidade das siglas em questão. Aliás, o Rio afundou até mais pelo PT considerando o fato de o lugar ser refém da Petrobras. Quanto às praias sujas, assim estão por total abandono do Estado que ignorou de há muito a pauta. Somos um dos que mais consomem drogas ilícitas mundo afora. Freixo e Jandira são a favor do consumo. A produção de meninas vagabundas é indissociável ao funk e a tantos outros costumes hoje batizados de cultura. Dado o exposto, vale lembrar que o senhor Freixo foi o autor da norma que decreta o gênero aludido como cultura. Já a Jandira, não menos idiota, comporta suma concórdia.
Não basta muito senão alguns minutos para concluirmos que estaremos à míngua e/ou à deriva caso um dos dois vença. Essas duas antas não só colaboraram para o cenário atual, bem como irão insistir com políticas similares quiçá piores que as adotadas até aqui. Fiz um esforço e entendi por que os candidatos só possuem força em um lugar como o Rio. É preciso fumar muita maconha e cheirar muito pó para tratá-los como intelectuais de modo a levá-los a sério. Só putas, drogados, incultos e bandidos de toda sorte votam em duas merdas desse naipe. Evidentemente, lutarei todos os dias para que esses lixos levem uma surra nas urnas. Destarte, encerro aqui.

Daniel Muzitano

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Henry Miller, a mesóclise e o meu ódio

De há muito creio que não lia nada a respeito do escritor Henry Miller. Outrora citava um pensamento feérico no qual me fez refletir por agora um pouco acerca de certas opiniões da classe artística brasileira. Segundo o dito-cujo, se não há possibilidade de fazermos as palavras treparem, não podemos redigi-las a fim de evitarmos uma masturbação literária e pueril. Poderíamos sugerir a tantos tal leitura, sobretudo ao Fábio Porchat que já escreveu em sua coluna uma única frase repetida diversas vezes: "Fora, Cunha". Tico Santa Cruz, Gregório Duvivier, Fábio Porchat, Wagner Moura: todos concorrem à presidência magna da punheta de pau mole.
Não menos insignificantes, Jô Soares, Chico Buarque, Jean Wyllys e tantos outros. Como respaldo, escolas literárias que refocilam a nossa inocuidade. Enquanto a MPB uniformiza o pensamento fétido em prol da esquerda. Temos o romantismo, o naturalismo e o impressionismo também. O primeiro, com o culto ao herói; claro, portanto, um pormenor que levamos para todas as áreas. Da Copa do Mundo ao âmbito da política, sim, atentamos à procura de um. Até o índio analfabeto foi eleito em outras épocas o campeão da masturbação impotente.
Já com o segundo e o terceiro, o homossexualismo como conceito cultural. Eis daí, desde tempos nossa finalidade não é formar homens e mulheres, e sim fantoches depressivos que encontram num baseado o corpo essencial para a sua debilidade mental. Precisamos ler mais Henry Miller. Não, melhor é homenagear Raul Pompéia auspiciando uma rua com o nome dele. Que patético. O mérito aqui é fantasmagórico. O que vale mesmo é aplaudirmos a putaria travestida de liberdade. Sigamos produzindo o jovem imbecil que coloca a camisa do Che Guevera enquanto é bancado pelo papai irresponsável. As palavras deveriam ser mais bem tratadas. Assim sendo, escrevê-lo-ei.

Daniel Muzitano

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Classe infantil, miserável e canalha

Palmas para o Lobão.

Assinto, de fato perdi três valedoiros minutos de minha vida assistindo ao vídeo da ignominiosa classe artística. À frente do vídeo, figuras aviltantes como Marieta Severo, Andréa Beltrão, Patrícia Pillar e outras menores. A gravação tem início alegando que o governo Temer - ainda que eles tenham votado no grupo no qual ele pertencia- é ilegítimo. De preâmbulo, creio que ocupar ministérios em várias capitais não é algo, digamos, "legítimo". Chega a ser irrisório, mas os "artistas"- e logo após proferir o termo "Democracia" - citam que é um absurdo a extenuação de ministérios como o das mulheres e o dos negros. Uma atriz diz que a decisão do impeachment foi sem a presença de uma lei. Já ouviu falar na Lei do Impeachment? Ah, já viu golpe com direito à defesa?Vamos ignorar o fato de que o PT, partido dos senhores, financiou ditaduras mundo afora; além de ter sido o mais corrupto de nossa história, ter censurado por meio do Marco Civil entre outros tantos fatores já revelados. Vamos ao vocábulo "Democracia".
Sou fã. Ele é contra essa merda toda. 
Dentre tantas definições acerca da palavra, há esta concebida por vários dicionários: regime em que não existem desigualdades e/ou privilégios de classes. Eu sei que é difícil, no entanto vocês conseguem depreender que defender as mulheres e os negros é ir de encontro para com a democracia? Afinal, pois é, são classes. E mais, creio que vocês também são uma classe, certo? Ademais, a reminiscência de vocês - verdadeiros vagabundos - anda um pouquinho ruim. Redução da maioridade penal, direito à posse de armas e aborto; por acaso rememoraram a democracia nos assuntos a seguir? O povo foi a favor dos dois primeiros e contrário ao último. Por acaso houve respeito pela decisão popular por parte dos senhores?
Para encerrar, será que é coerente considerar a opinião de todos que, não só ganhavam o dinheiro sujo do PT, como continuam ganhando com o covarde do Temer? E já que são "Democráticos", citem um nome que seja contrário ao que pensam, e, que sobretudo, faça parte do grupo de vocês. Penso que a democracia implica divergências de opiniões. Depois de lido esse texto, indubitavelmente receberei insultos. Queridos, prossigam. "A multidão não pode ficar sem homens valentes, e os valentes são sempre um peso para ela", Goethe. Sabe por que esse texto é legítimo? Porque não defende ideia alguma em troca de dinheiro. Assim sendo, vocês são imundos. 
Daniel Muzitano

sábado, 21 de maio de 2016

A propaganda da C&A reflete o lixo

Em sua mais recente campanha para o Dia dos Namorados, a loja da C& A claramente estabeleceu um paralelo entre o sexo e a roupa. Por meio do slogan "Misture, Ouse e Divirta-se", a empresa quer que adotemos o conceito de que o sexo, independentemente de opção sexual, seja generalizado comportando todos os homens, mulheres, gays, extraterrestres, gnomos, árvores etc. É preocupante estarmos rejeitando a noção de valores cruciais. Grosso modo, a mensagem é clara: "Em vez de uma relação séria, o "novo casal" deve ser liberal de modo que a traição vire algo autenticado pelo mais recente modelo de união.
Segundo a real intenção, o amor vai deixar de ter a natureza do "a dois", pasmem, com a finalidade de depreciar a riqueza do individualismo. Ou seja, a pessoa que é importante será equiparada a qualquer outra porque temos que "Misturar, "Ousar" e nos "Divertir". Ademais, por mais absurdo que isso possa parecer- diferentemente do Boticário- tenho plena asseveração quanto ao fato de que a empresa irá obter bastante lucro com a campanha haja vista que atingiu o seu público-alvo. Portanto, jovens na casa dos 20 e tantos anos que fazem da vida uma putaria infindável; obviamente sem o mínimo critério para nada. A meu ver, a pífia propaganda desvaloriza a bondade e a riqueza presentes no amor.
Agora, reparem bem nas palavras escolhidas. "Misture" e "Ouse", por exemplo, são verbos conjugados no presente do subjuntivo. Vamos ao óbvio: o valor específico do presente - que não é o único evidentemente- é qualificar um ato indissociável ao agora. E o do subjuntivo, além do plano da possibilidade e/ou da dúvida, comporta consigo uma ideia de desejo. Notem: (que eu misture/que ele/ela misture) e (que eu ouse/que ele/ela ouse). Adendo: Eu, ele e/ou ela?Vocês acham que as pessoas conjugadas são apenas coincidências? E o "OUSE"? Ousar é, segundo o dicionário, experimentar com coragem. Aí, e lá pelas tantas, além do desejo e da coragem, sim, uma ordem travestida de passividade. Percebam: "Divirta-se" está no imperativo afirmativo do verbo pronominal "DIVERTIR-SE". Imperativo advém de imperar(dominar). Por fim, a propaganda está mandando você seguir o padrão formulado. Esse "Se" tem como objetivo não deixar a mensagem evidente.
Dado o exposto, resta a pergunta: em que país estamos? Nelson Rodrigues ressaltou certa vez que: “Todo amor é eterno. E se acaba, não é amor”. Sentimentos assim estão sendo esvaídos das mais diversas formas. Essa falta de valor próprio definitivamente está maculando a alma de nossa bandeira de há muito tão ferida. Estamos deixando de criar futuros pais, e optando por deixar eternos filhos. Já diz o hino: "Dos filhos deste solo és mãe gentil".
Daniel Muzitano

terça-feira, 17 de maio de 2016

A respeito dos protestos da classe artística

De todas as definições, creio que a mais bem adequada para com a arte seja a reunião das expressões artísticas de um povo. Nota-se, sobretudo mediante esse significado, que a vontade da população deve estar à frente de quaisquer classes em questão. Dito isso, é extremamente parvo o fato de certos "artistas" porfiarem com o discurso de que o que vinha sendo adotado nesse campo pela Dilma, vejam vocês, é o que de fato deve prevalecer. De todas as intempéries, indubitavelmente a ditadura de pensamento que vem de há muito, sim, é a mais perniciosa.
Antes de tudo, projetos do Estado - órgão que a meu ver nem deveria comandar a cultura - devem financiar artistas que estão começando, e não os figurões ricos como o Caetano e o Gil. Além disso, e para não uniformizarmos a cultura, tanto os da situação quanto os opositores deveriam ser inseridos no âmbito aludido; algo que não ocorreu e não ocorre até aqui. Outro fator que me chamou bastante atenção foi o fato de as organizações artísticas terem enviado uma carta assim: "A necessidade de uma máquina enxuta não pode justificar o fim de uma estrutura dedicada à preservação da identidade nacional". 
Segundo os nossos "gênios", pensar de um modo igual e ser refém do Estado é preservar a identidade nacional. Aliás, a Tropicália, a Semana de 22 e outros lixos sempre idealizaram esse raciocínio ditatorial(graças a Deus denunciei isso no meu livro). E mais, pouco importa a crise. O fato de Temer ter como primazia a recuperação econômica não interessa em nada. Fica evidente que para esse pessoal a grana é o princípio. Assim sendo, é necessário definir a arte de novo? 
Ah sim, financiamos a Anitta, o Luan Santana, seminários gays, uma peça teatral cujos jovens dedam o cu um do outro, livros com conteúdos sexuais para crianças: tudo isso seria o ápice cultural dessa gente. Porra, aí não querem que eu xingue esses merdas. Mandar esse pessoal todo tomar no cu - principalmente o Chico, o Gil e o Caetano - é obrigação de todo ser humano minimamente sensato. E foda-se, sintam-se à vontade para me processar. Disse Victor Hugo, grande escritor francês, que as palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade. Essa frase, creio eu, justifica todo e qualquer palavrão. É isso. 
Daniel Muzitano