sábado, 25 de fevereiro de 2012

Os grandes Homens são sempre os mais solitários.

Sem inocuidade,o título da tola postagem de hoje faz alusão ao nosso mentecapto;no melhor dos significados, Charles Bukowski;este revigorado pelo filisteu Schopenhauer se analisarmos um poema;se é que pode ser computado como tal;urdindo a interpretação deste mero blogueiro para com Schopenhauer.

Inquisidando:

Para cada sonho uma lápide;
sóbria como o próprio cortejo,
depois disso, treinar seu cão;
para morder qualquer desejo;
rasgada a farda da alegria;
que, na batalha, o distraía,
agora a dor, em tempo célere,
pode estender, com dignidade,
sua cólera à flor da pele,
para sarjar com sua lança;
tantos tumores da esperança,

Schopenhauer

O sonho é um abrigo para nos abduzirmos da triste realidade de lutarmos por nossa servidão como se fosse pela liberdade,dizera Spinoza;este refúgio tende a se perpetuar,pois a essência da existência é a dor;deveras vezes citamos tal tese aqui;mas;logo em seguida ele evoca o cão;rememoremos;Bukowski também fez isso;ele aniquilou os deuses utilizando o cão;o animal tem a capacidade de andar num sol quente em pleno asfalto;o que nos é concedido então?

O encarar para com o sofrimento;vangloriar o super homem;ter a perspicácia de formular coisas que estão além de nossa capacidade;traços marcantes em Nietzsche;repare que o cão morde qualquer desejo;tal termo implica na faculdade peremptória;a ideia de dilacerar ou até dissecar alguns adeptos da esdrúxula fantasia e demasiada falta de saber.

Rasgada a farda da alegria é o rompimento com o governo;é a elaboração do senso crítico;todavia dentro do contexto é complicado perceber;fora é alarmante;é como num jogo de futebol;quem tem melhor percepção é o treinador;pois está de fora;um outro bom exemplo seria um álbum de fotos;se me permitem tenho até uma tese para deixar mais evidente o desagravo:

"Visualizar um álbum de fotos te fortalece mais que o trabalho;pois do trabalho não se visualiza o complexo, das fotos sim;pois tens como vínculo a reflexão;logo o aprimoramento inverossímil do saber".

Reparem que ele faz referência agora a dor como essência;o texto aborda um personagem que está descobrindo tentando não cometer certos desatinos.

Raciocinemos a consecução do poema:

Sua cólera à flor da pele,
para sarjar com sua lança
tantos tumores da esperança.

Cólera é o simbolismo da dor;que deve ser averiguada ou mesmo enfatizada;Nietzsche denotava que devemos nos espelhar nos jardineiros;pois eles se deparam com raízes feias a princípio;contudo trabalham até tirar o que há de mais belo do que a priore parecia feio;é essa a proposta de Schopenhauer;tirar do sofrimento; proveitos;"Viver significa lutar",Sêneca.

"O governo,de todas as suas peculiaridades em questão;a preponderante;é exercer a função de um estojo no âmbito educacional;esconder o real sentido da caneta sem que ninguém note;se passando por amigo;és um inimigo fundamental em oposição à dúvida".

Daniel Muzitano

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